Warner Music solicita ao tribunal o arquivamento de processo da união dos músicos sobre acordo com IA
A Warner Music enfrenta um processo da American Federation of Musicians, que alega falta de compensação para os artistas em um acordo com empresas de IA.
Resumo
A disputa entre a Warner Music Group (WMG) e a American Federation of Musicians (AFM) está esquentando, com a gravadora pedindo ao tribunal que derrube um processo movido pela união dos músicos. No centro da controvérsia está o uso da música licenciada para treinar modelos de inteligência artificial, sem que os criadores tenham recebido a devida compensação ou reconhecimento.
O cerne da disputa
A AFM entrou com uma ação contra a Warner Music e a Universal Music Group (UMG) no mês passado, apontando que os contratos estabelecidos com as empresas de IA, Suno e Udio, foram realizados sem qualquer compensação aos músicos. A união argumenta que isso fere o Acordo de Trabalho de Gravação de Som (SRLA), especialmente nas cláusulas de 'uso novo'.
A resposta da Warner Music
Em resposta, a WMG solicitou ao tribunal, no dia 10 de julho, que o processo fosse arquivado, alegando que a ação foi feita de forma inadequada, tentando influenciar as negociações. A equipe jurídica da WMG argumenta que, como as plataformas de IA não existiam quando os contratos com os artistas foram firmados, a empresa não tem obrigação de compensar os músicos pelo uso de suas obras para treinar modelos de IA.
Impacto sobre os artistas
A WMG também alegou que nenhum contrato garante aos membros da AFM uma parte das receitas geradas pela licença de IA, afirmando que, portanto, nem a AFM nem seus membros sofreram qualquer tipo de dano. Recentemente, a WMG chegou a um acordo com a Udio em um processo de violação de direitos autorais, permitindo que a plataforma ofereça um serviço de criação musical com IA licenciada, prometendo novas fontes de receita para artistas e compositores.
Em resumo
A questão do uso de música para treinamento de IA levanta importantes discussões sobre os direitos dos artistas na era digital. Com a tecnologia avançando rapidamente, é fundamental que os criadores sejam devidamente compensados e reconhecidos por seu trabalho, e essa batalha legal pode ser um divisor de águas na proteção dos direitos dos músicos.
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