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Tribunal Superior do Reino Unido rejeita apelação para manter acusações de terrorismo contra Mo Chara, do Kneecap

O rapper de Belfast, Mo Chara, comemorou a decisão do tribunal que rejeitou as acusações de terrorismo, afirmando que a luta é maior do que ele e sua banda.

12 de março de 2026
2 min de leitura

Resumo

Uma importante vitória para a cena musical de Belfast! O Tribunal Superior do Reino Unido decidiu que as acusações de terrorismo contra Mo Chara, membro da banda Kneecap, são ilegais, encerrando uma batalha judicial que começou após um polêmico show em Londres. O rapper, que se posiciona a favor da Palestina, trouxe à tona questões sociais relevantes durante uma coletiva de imprensa após o veredicto.

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Entenda o caso

As acusações contra Mo Chara, cujo nome verdadeiro é Liam Óg Ó hAnnaidh, surgiram após a divulgação de um vídeo em que ele supostamente segurava uma bandeira do Hezbollah durante uma apresentação no O2 de Kentish Town, em Londres, em novembro de 2024. O caso chegou a ser julgado, mas em setembro do ano passado, o Magistrado Chefe Paul Goldspring declarou que as acusações foram arquivadas devido a um erro clerical da Coroa, que não apresentou os documentos dentro do prazo legal de seis meses.

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Decisão do Tribunal

Na última quarta-feira, 11 de março, dois juízes do Tribunal Superior confirmaram que as acusações eram ilegais, destacando que o juiz anterior não tinha jurisdição para julgar o caso. Eles expressaram preocupação com o fato de que as alegações contra Mo Chara nunca serão decididas judicialmente, afirmando que ele não foi nem condenado nem absolvido.

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Reações e reflexões

Em coletiva de imprensa, Mo Chara enfatizou que a decisão vai além de sua própria luta, afirmando que a pressão que enfrentaram é nada comparada ao sofrimento das famílias em Gaza. A banda Kneecap também se manifestou nas redes sociais, celebrando a vitória e reiterando seu apoio à Palestina. O advogado de Mo Chara, Darragh Mackin, chamou o processo de 'caça às bruxas' e pediu por um uso mais sábio dos recursos públicos.

Em resumo

Com essa decisão, Mo Chara e Kneecap não apenas triunfaram em uma batalha legal, mas também levantaram questões cruciais sobre liberdade de expressão e os direitos humanos. A luta pela justiça e pela voz do povo continua, e a cena musical de Belfast se reafirma como um espaço de resistência e protesto.

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