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Tiësto Ganha na Justiça e Receberá R$ 17 Milhões de Escritório de Advocacia por Assessoria Fiscal Defeituosa

Um tribunal na Holanda determinou que o escritório Greenberg Traurig deve indenizar Tiësto em quase R$ 17 milhões devido a orientações fiscais incorretas que o fizeram se tornar residente fiscal nos EUA.

13 de maio de 2026
2 min de leitura

Resumo

A batalha judicial entre Tiësto e o escritório de advocacia internacional Greenberg Traurig chegou a um desfecho significativo. Um tribunal de apelação na Holanda condenou a firma a pagar uma quantia expressiva ao icônico DJ, resultado de anos de aconselhamentos fiscais inadequados que impactaram diretamente sua situação financeira.

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O Caso de Tiësto

Em uma decisão recente, o Tribunal de Apelação de Amsterdã ordenou que o escritório Greenberg Traurig pagasse quase R$ 17 milhões (aproximadamente 14,5 milhões de euros) a Tiësto. A disputa legal teve início devido a conselhos fiscais errôneos dados ao DJ em 2012, que o levaram a se tornar um residente fiscal nos Estados Unidos sem que ele soubesse, após passar dias demais no país. Esse erro resultou em declarações de impostos incorretas ao longo de vários anos.

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Decisão Judicial

O tribunal concluiu que, se Tiësto tivesse recebido a orientação correta, provavelmente teria ajustado sua agenda de viagens para evitar a residência fiscal nos EUA. Após descobrir a situação em 2018, o DJ tomou a iniciativa de corrigir suas declarações junto às autoridades americanas, arcando com impostos adicionais e multas. A decisão do tribunal de apelação reverteu um julgamento anterior que, embora reconhecesse o erro na consulta, alegava que o DJ não havia sofrido danos financeiros.

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Implicações para o Setor

Essa nova decisão reafirma que Tiësto realmente sofreu prejuízos financeiros como resultado da orientação inadequada do escritório de advocacia. Além dos R$ 17 milhões, Greenberg Traurig também foi condenado a pagar cerca de R$ 35 mil em custos jurídicos. O caso também está ligado ao ex-advogado de celebridades Frank Butselaar, que já havia trabalhado com Tiësto e Afrojack, e que enfrenta suas próprias complicações legais relacionadas a investigações de fraude fiscal nos EUA.

Em resumo

Este desfecho marca um importante capítulo nas questões legais que cercam assessores fiscais de celebridades dentro da indústria da música eletrônica. O escritório Greenberg Traurig ainda pode recorrer da decisão ao Supremo Tribunal da Holanda, mas a situação levanta questões críticas sobre a responsabilidade de consultores financeiros no cenário da música eletrônica.

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