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Polícia investiga DJ Haram após declarações a favor da Palestina na Bienal de Sydney

A artista DJ Haram, conhecida por suas opiniões contundentes, está sendo investigada pela polícia após um discurso impactante em apoio a diversas causas humanitárias.

20 de março de 2026
2 min de leitura

Resumo

A cena eletrônica e a arte se entrelaçaram de maneira intensa na 25ª Bienal de Sydney, onde a DJ Haram se destacou não apenas por sua performance, mas também por um discurso poderoso que ecoou preocupações humanitárias. Seu apoio à Palestina e a outros países em crise gerou controvérsia e agora atrai a atenção das autoridades.

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Declarações que geraram polêmica

Durante a noite de abertura do evento, realizado no White Bay Power Station em 13 de março, a artista, cujo nome verdadeiro é Zubeyda Muzeyyen, expressou seu apoio às vítimas de crises humanitárias em locais como Palestina, Irã, Líbano, Sudão e Síria. Em sua fala, ela proferiu a frase 'do rio ao mar, a Palestina será livre', que tem gerado debates acalorados. Além disso, condenou o que qualificou como genocídio em Gaza e destacou a necessidade de defender o planeta e se opor ao que chamou de 'império Zio-Australiano-Epstein'. DJ Haram dedicou sua apresentação a 'mártires' e ativistas pró-Palestina, afirmando: 'Até que a Palestina esteja livre, nenhum de nós é livre.'

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Reação e investigação policial

Após suas declarações, a NSW Jewish Board of Deputies protocolou uma queixa na polícia, alegando que os comentários poderiam infringir leis de incitação ao ódio racial. O presidente do conselho, David Ossip, afirmou que as referências ao 'império Zio-Australiano-Epstein' poderiam incitar o ódio e desprezo em relação aos australianos judeus, ligando-os indiretamente à criminalidade. A polícia de Nova Gales do Sul está atualmente avaliando os comentários para determinar se houve alguma infração.

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A Bienal de Sydney e seu impacto

A 25ª edição da Bienal de Sydney, um importante festival internacional de arte, se estenderá por três meses após seu início em 14 de março. Apesar da controvérsia, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul descartou a possibilidade de cortar o financiamento do festival, embora um dos patrocinadores tenha decidido romper laços com o evento.

Em resumo

A mistura entre arte e ativismo nunca foi tão evidente, e o caso de DJ Haram reitera a relevância das vozes que se levantam em defesa de causas sociais. Enquanto a investigação prossegue, a comunidade eletrônica continua a se mobilizar em torno de temas que vão além da música, reforçando a conexão entre a cena rave e a luta por justiça social.

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