Kneecap afirma que apelação no caso de Mo Chara é "sem base legal sólida"
O grupo irlandês Kneecap se posiciona contra a tentativa do governo britânico de apelar uma decisão que anulou uma acusação de terrorismo contra o rapper Mo Chara.
Resumo
Em um desdobramento polêmico, o trio de Belfast Kneecap declarou que a proposta do governo do Reino Unido de apelar a decisão que descartou a acusação de terrorismo contra Mo Chara carece de fundamentos legais. A situação revela um cenário tenso envolvendo política e liberdade de expressão na música.
O caso Mo Chara
O rapper Mo Chara, cujo nome verdadeiro é Liam Óg Ó hAnnaidh, enfrentou uma acusação de terrorismo em maio de 2025, relacionada à exibição de uma bandeira em apoio ao Hezbollah durante um show em Londres em novembro de 2024. No entanto, em setembro de 2025, a Woolwich Crown Court descartou a acusação devido a um erro técnico, argumentando que a denúncia foi feita um dia após o prazo de seis meses.
Reação do Kneecap
Em uma declaração no Instagram, o Kneecap expressou que o governo notificou o grupo sobre a intenção de apelar a decisão de seus próprios magistrados. A banda criticou a ação, afirmando que "não há lógica" nessa decisão e que ela não possui "nenhuma base legal sólida". Eles também destacaram que essa tentativa é uma distração de questões mais graves, como o genocídio.
Próximos passos
A apelação será analisada no dia 14 de janeiro de 2026, no Royal Courts of Justice, em Londres. O Kneecap promete continuar sua luta e afirma que não se calarão frente às tentativas de silenciar aqueles que se opõem a práticas injustas.
Em resumo
A situação do Kneecap e de Mo Chara ilustra a tensão entre arte, política e direitos humanos, ressaltando a importância da liberdade de expressão na música. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para a cena musical e cultural, tanto no Reino Unido quanto além das fronteiras.
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