Gerador de música AI Suno extraiu "milhões de músicas" do YouTube e Deezer
Um vazamento de dados revelou que o gerador de música Suno utilizou mais de dois milhões de clipes musicais para treinar seus modelos de inteligência artificial.
Resumo
O mundo da música eletrônica e da inteligência artificial está em alvoroço após a revelação de que o gerador de música Suno fez uso de uma quantidade impressionante de clipes musicais para treinar suas ferramentas. Com a descoberta de que mais de dois milhões de músicas foram extraídas de plataformas como YouTube e Deezer, a controvérsia em torno da ética e dos direitos autorais está mais acirrada do que nunca.
Acesso não autorizado e as implicações legais
Um hacker conhecido como Ellie.191 conseguiu acessar dados sensíveis de centenas de milhares de usuários do Suno, revelando que a plataforma utilizou clipes de música, podcasts e letras de sites como Genius para desenvolver sua tecnologia de geração musical. Além disso, foram citadas bibliotecas de música de estoque como Pond5, Jamendo e Freesound entre as fontes de material. O Suno admitiu anteriormente que treina seus modelos com "todos os arquivos musicais de qualidade razoável que estão acessíveis na internet aberta", defendendo que isso se enquadra no conceito de "uso justo". Entretanto, a plataforma enfrenta uma série de batalhas legais, incluindo um acordo recente com a Warner Music Group (WMG), que levantou questões sobre compensação para os músicos cujas obras foram utilizadas para o treinamento da AI.
Críticas e declarações polêmicas
A controvérsia se intensificou após declarações do CEO do Suno, Mikey Shulman, que afirmou em uma entrevista que a maioria das pessoas "não gosta" de fazer música. Essa afirmação gerou backlash entre músicos e produtores, que veem o ato de criar como uma forma de expressão artística essencial. Shulman mencionou que produzir música requer tempo e prática, algo que muitos na cena eletrônica discordam, defendendo que a criação musical é uma paixão e uma experiência gratificante.
Em resumo
Diante de tudo isso, a discussão sobre o uso de inteligência artificial na música continua a crescer, trazendo à tona questões sobre direitos autorais, ética e a verdadeira essência da criação musical. Para os amantes e criadores da cena eletrônica, é essencial acompanhar esses desdobramentos e refletir sobre o futuro da música em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia.
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