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Estudo revela que a maioria dos grandes festivais de música da Europa é controlada por quatro empresas

Uma nova pesquisa destaca o domínio de quatro gigantes da indústria sobre mais de 150 festivais na Europa, levantando preocupações sobre a diversidade cultural e a independência dos artistas.

9 de fevereiro de 2026
2 min de leitura

Resumo

A cena musical europeia está sob o olhar atento de um novo estudo que expõe a concentração de poder nas mãos de apenas quatro grandes empresas. Com mais de 150 festivais sob seu comando, o impacto dessa dominância pode ser sentido em toda a cultura musical do continente.

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Os gigantes da indústria

De acordo com a pesquisa da Live DMA e Reset!, os festivais de música mais significativos da Europa são, na verdade, controlados por quatro conglomerados: AEG, Live Nation, CTS Eventim e Superstruct Entertainment. A Live Nation, uma das maiores, opera cerca de 120 subsidiárias na Europa, reportando uma receita de aproximadamente US$ 16,7 bilhões em 2022. Já a CTS Eventim gerou cerca de US$ 1,9 bilhão em vendas naquele ano, atuando em mais de 20 países.

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Preocupações com a diversidade cultural

O estudo também revela que a Superstruct Entertainment, adquirida pela KKR em 2024, enfrenta críticas devido a seus vínculos com empresas de fabricação de armas e outras corporações envolvidas em questões controversas. Esta empresa é responsável por mais de 80 festivais em dez países da Europa e na Austrália. Emma Rafowicz, membro do Parlamento Europeu, destacou as ameaças à diversidade cultural e à autonomia dos artistas, pedindo ações para limitar a integração vertical e a propriedade de múltiplos eventos por um único operador.

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A importância dos festivais independentes

Apesar da concentração de poder, o estudo também ressalta que muitos festivais menores e eventos independentes continuam a existir, mantendo sua identidade local. A pesquisa busca dar visibilidade a essa realidade frequentemente ignorada, mostrando que a cena musical é mais rica e diversificada do que os grandes nomes podem sugerir.

Em resumo

Com essa revelação, fica claro que o futuro da música ao vivo na Europa está em uma encruzilhada. A luta pela diversidade e pela autonomia dos festivais e artistas independentes se torna ainda mais crucial em um cenário dominado por grandes corporações. É um chamado para que todos nós, amantes da música, apoiemos e valorizemos a cena local.

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