Especialistas recomendam que governo britânico não reclassifique a cetamina como droga Classe A
Um importante conselho consultivo no Reino Unido concluiu que reclassificar a cetamina como Classe A traria mais desvantagens do que benefícios, destacando a necessidade de um enfoque mais amplo na redução de danos.
Resumo
No dia 28 de janeiro de 2026, o Advisory Council on the Misuse of Drugs (ACMD) do Reino Unido divulgou um relatório que aconselha o governo a não reclassificar a cetamina como uma droga Classe A. Essa decisão, embora não unânime, reflete a complexidade do debate sobre o uso recreativo e os impactos sociais da substância.
Cenário atual do uso de cetamina
O uso ilegal da cetamina, atualmente classificada como Classe B, atingiu níveis recordes, com cerca de 299 mil pessoas entre 16 e 59 anos relatando seu uso recreativo no ano encerrado em março de 2023. Essa estatística alarmante levou o governo a buscar aconselhamento especializado sobre a reclassificação da droga, com a Policing Minister Dame Diana Johnson expressando preocupação sobre os riscos associados à sua utilização.
Desvantagens da reclassificação
O relatório do ACMD aponta que os potenciais benefícios da reclassificação são superados por desvantagens significativas, como o aumento do estigma em relação à cetamina e a possível desmotivação das pessoas em buscar apoio para dependência. Jack Curran, um ex-usuário de cetamina, ressaltou que a criminalização não teria alterado sua experiência, afirmando que o que ele realmente precisava era de suporte e reabilitação, não punição.
Impactos da criminalização
O estudo também menciona que a reclassificação poderia resultar em aumento da repressão policial, elevando os preços, aumentando o risco de adulteração das substâncias e gerando mais crimes relacionados à renda. Atualmente, a pena máxima para o fornecimento e produção de cetamina, como uma droga Classe B, é de 14 anos de prisão e multa ilimitada.
Enfoque na redução de danos
Embora o ACMD não tenha recomendado a reclassificação, ele defende uma abordagem de 'sistemas integrais' para a redução de danos, enfatizando a inadequação dos serviços disponíveis para pessoas, especialmente jovens, que lutam contra distúrbios relacionados ao uso de cetamina.
Em resumo
A discussão sobre a cetamina e sua classificação legal segue em pauta, com a necessidade urgente de encontrar soluções que priorizem o bem-estar e a saúde pública, ao invés de apenas medidas punitivas. A cena eletrônica, que muitas vezes é impactada por essas questões, deve continuar a buscar caminhos para um diálogo mais amplo e consciente sobre o uso de substâncias.
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