Notícia
📰

Artistikk quebra barreiras na música eletrônica ao unir luta indígena, funk e violino no HM Festival

No House Mag Festival 2026, Artistikk transformou sua apresentação em uma experiência única, misturando elementos da cultura indígena, funk e improvisação musical, desafiando as normas da cena eletrônica.

5 de outubro de 2026
2 min de leitura

Resumo

O House Mag Festival 2026 foi palco de uma apresentação memorável que ultrapassou os limites tradicionais da música eletrônica. Artistikk, DJ e produtor sul-mato-grossense, conduziu uma jornada sonora inovadora, trazendo para a pista uma fusão de ritmos e uma mensagem poderosa de resistência e ancestralidade.

1

Uma experiência sonora transformadora

Durante a sua performance, que ocorreu entre 03h30 e 04h30, Artistikk transitou com maestria entre o progressive house e o indie dance, mantendo a pista vibrante e lotada. A energia era tão intensa que muitos se viam em dificuldade para entrar. A verdadeira magia, no entanto, aconteceu quando o artista abriu espaço para que outros músicos se juntassem a ele, elevando a experiência ao incluir improvisações ao vivo que misturavam múltiplas influências.

2

Colaboração e improvisação em tempo real

Eric Terena, um artista indígena, subiu ao palco pela primeira vez com uma bateria eletrônica, trazendo uma nova dimensão à apresentação. A participação dele foi enriquecida pela presença de KÁ Seixas, que, com seu violino iluminado, criou arranjos em tempo real, misturando elementos da música eletrônica com referências sonoras da Amazônia e ritmos de funk. Essa colaboração ao vivo transformou o set em uma experiência única e interativa.

3

A mensagem por trás da música

Um dos momentos mais impactantes da apresentação foi a inclusão da faixa "Waha Dakra", uma colaboração entre Artistikk, Mark Ursa e Eric Terena, que traz a voz da artista indígena Artemisa Xakriabá. Com letras que falam sobre território, ancestralidade e preservação da Terra, a música se tornou um pilar conceitual para o set. A frase "o futuro não é colonial; o futuro é ancestral" ecoou na pista, unindo todos em uma reflexão profunda sobre a luta indígena no Brasil.

4

Riscos e inovações no palco

Artistikk ousou ao dividir seu espaço no festival com artistas talentosos, em vez de optar por uma apresentação previsível. Ele confiou em suas colaborações e permitiu que a improvisação moldasse a performance, desafiando as expectativas de um set convencional. Essa abertura para novas possibilidades destaca a evolução da música eletrônica, mostrando que ela pode ser um espaço de criatividade e afirmação.

Em resumo

A performance de Artistikk no HM Festival não apenas encantou os presentes, mas também reafirmou o poder da música eletrônica como um veículo para expressão cultural e resistência. Ao integrar diferentes sonoridades e mensagens sociais, ele mostrou que a pista de dança pode ser um espaço de transformação, onde a arte e a luta se encontram em harmonia.

Tags

Inscreva-se na nossa Newsletter

Receba novidades e informações sobre as melhores festas!